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16 novembre 2015 1 16 /11 /novembre /2015 15:00

Vous pouvez télécharger les Echos de Vitoria n° 86 en français.

Echos de Vitoria n°86
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8 septembre 2015 2 08 /09 /septembre /2015 10:00

Rompendo o silêncio

É feriado Nacional no Brasil. No dia 7 de setembro comemora-se a Independência do Brasil de Portugal. É o rompimento da colônia da Metrópole. Os movimentos sociais e pastorais realizam o grito dos excluídos. Ainda precisamos fazer novas independências. Assim como uma outra Revolução francesa é preciso estar em curso (14/07). O fim dos privilégios feudais e coloniais devem ainda ser derrotados. Uma nova sociedade deve ser constituída sem exclusão. Na verdade, aqui no Brasil, no dia seguinte após o 7 de setembro de 1822 permaneceu a escravidão e a velha estrutura opressora colonialista.

 

Mas de repente...

Aqui do nosso lado ,no mesmo dia uma nuvem escura se formou.

O tempo fechou aqui no Espírito Santo. Uma chuva de vento forte assustou quem estava na praia de Camburi e na Ilha das Caieiras. Na região sul faltou energia, arvores foram derrubadas.

Uma virada de tempo em Vitória. Este tempo assustou moradores no ES...

Não consegui ficar na varanda de casa porque a ventania e a poeira me afastou da feliz concentração de ler o artigo do amigo Jovanir Poleze :”Jovens cidadãos do mundo em Cariacica ,Brasil “.

Fechei as janelas de casa lamentando ser justo hoje, dia da faxina, chegar este vendaval e mudança de tempo.

 

Mas abro o meu coração ...Retomo a leitura. E reflito o quanto o Movimento Popular do Cidadão do Mundo carrega em si uma imensa riqueza de significados na vida de Gabriel Maire. E mais ainda. Fazê-lo renascer em Cariacica é de uma importância história, 25 anos depois de seu assassinato. É a semente missionária que projetou Gabriel para a América Latina, para além de Port Lesney. Para ser semeador da boa nova tão necessária. Pela paz no mundo, por uma não violência ativa, contra o racismo e fim de todas as intolerâncias. E apoio as iniciativas de lutas de libertação no chamado terceiro mundo. Este é o caminho apontado pelo MPCDM.Ser luz no mundo. Sair de si mesmo e acreditar nas mudanças por uma vida melhor.

Assim surgem nomes de cidadãos que inspiraram Gabriel e nos motivam também :Mahatma Gandhi,Dom Helder Camara ,Bernard Clavel,Jean Jourdain e tantos outros.
Mas Gabriel entrou na galeria dos martires .Igualando aqueles que deram a vida pela vida. Romero,Santo Dias, Jozimo,Purinha,Paulo Vinhas, Chico Mendes Margarida Alves, Dorothy...
 

Então penso que :em uma sociedade tão estranha, reunir jovens e propor vivenciar a solidariedade e abertura de espirito para além das fronteiras que limitam e sufocam o espirito é algo de desafiador e estimulante. O MPCDM é a manifestação da inquietude de Gabriel diante da limitação que a igreja impõe aos cristãos. É a ligação fé e vida que na ação do MPCDM provocava a todos a não serem coniventes e acomodados diante da realidade e das injustiças. Lá na França e aqui no Brasil.

Mas na tentativa de entender este momento e o artigo do amigo Jovanir enfrento uma questão que é a crise imigratória na Europa.

A mídia informa que União Europeia deve adotar um plano para lidar com os refugiados de forma mais humana. O que está acontecendo no mundo? O que este a crise imigratória na Europa tem a ver com a nossa realidade?

Informações dão conta que:

“Centenas de famílias chegam na Europa diariamente em busca de segurança. Traumatizadas, perseguidas e sem perspectivas de paz em guerras como a da Síria, a escolha de atravessar o oceano muitas vezes é a única opção. Segundo a ONU, quase um milhão de pessoas precisam de ajuda urgente, e ampliar as rotas seguras e legais é a melhor maneira de reduzir o número de refugiados que arriscam suas vidas, além de coibir o violento tráfico humano.”

 

Daqui do nosso lado temos acompanhado este drama humano, uma tragédia.

As notícias que chegam é que a Europa vive a maior crise migratória desde a 2ª guerra mundial.

E assim diante da gravidade da questão de tantos refugiados chegando na Europa modificando a geopolítica mundial nos provoca várias reações...

Mas ficamos por aqui.

Já que amanhã, 8 de setembro, é o dia do aniversário da cidade de Vitória. Nossa Ilha de mel faz 464 anos. Feriadão para os que trabalham na capital.

Superando o nosso próprio umbigo e pensando de formar globalizada desejamos que os povos achem a sua terra e sua identidade aqui e ali.

Um abraço.

Dárcio.

 

Rompendo o silêncio  -  Briser le silence
Rompendo o silêncio  -  Briser le silence
Rompendo o silêncio  -  Briser le silence
Rompendo o silêncio  -  Briser le silence

Briser le silence

C'est fête nationale au Brésil, aujourd'hui 7 septembre. Nous commémorons l'indépendance de notre pays vis à vis du Portugal. C'est la rupture des liens coloniaux d'avec la métropole. Les mouvements sociaux et pastoraux organisent ce jour-là  "Le Cri des Exclus". Nous avons encore besoin de nous rendre indépendants d'autres choses encore. Tout comme une nouvelle Révolution française (14 juillet) doit se mettre en route. Ce qui reste des privilèges féodaux et coloniaux doit être aboli. Une nouvelle société doit être instaurée, sans que personne n'en soit exclus. Certes, ici au lendemain du 7 septembre 1882, l'esclavage et les vieilles structures d'oppression coloniale ont perduré.

 

Mais soudain…

Ici, chez nous, ce même jour, des masses noires sont apparues dans le ciel.

Le temps s'est arrêté ici dans l'Espirito Santo. Une tempête a épouvanté ceux qui se trouvaient sur la plage de Camburi et sur l'île des Caieiras. Dans le sud il y a eu des coupures d'électricité et des arbres ont été déracinés.

Le temps change à Vitória. Dans l'Espirito Santo, ce mauvais temps a effrayé les habitants.

Je n'ai pas pu rester sur le balcon. Bourrasque et poussière m'en ont éloigné alors que j'étais béatement concentré dans la lecture de l'article de notre ami Jovanir Poleze : "Jeunes Citoyens du Monde à Cariacica, Brésil."

J'ai fermé les fenêtres de la maison en regrettant que cette tempête et ce changement de temps arrivent justement aujourd'hui, jour de grand nettoyage...

 

Mais je vous ouvre mon cœur…Je reprends la lecture…et je réfléchis…Quelle immense richesse… tous ces messages, au détours de la vie de Gabriel Maire, portés par ce Mouvement Populaire des Citoyens du Monde. Le faire renaître à Cariacica est d'une importance historique, vingt-cinq ans après son assassinat. C'est la semence missionnaire qui, depuis Port-Lesney, a lancé Gabriel jusqu'en Amérique latine. Pour être le Semeur de la Bonne Nouvelle si précieuse. Pour la paix dans le monde, pour une non-violence active, contre le racisme et la fin de toutes les intolérances, pour un soutien actif aux initiatives de luttes pour la libération des peuples de ce qu'on appelle le "Tiers Monde". Etre la lumière dans le monde. Sortir de soi-même et croire aux changements en vue d'une vie meilleure.

Surgissent ainsi les noms de citoyens qui ont inspiré Gabriel et qui nous motivent également : Mahatma Gandhi, Dom Helder Camara, Bernard Clavel, Jean Jourdain et tant d'autres.

Mais Gabriel est entré dans la Galerie des Martyrs : à l'égal de ceux qui ont donné leur vie pour la Vie. Romero, Santo Dias, Jozimo, Purinha, Paulo Vinhas, Chico Mendes, Margarida Alves, Dorothy…

 

Alors voici ce que je pense : dans une société aussi étrange, réunir des jeunes et leur proposer de vivre la solidarité et l'ouverture de leur esprit au-delà des frontières qui bornent et étouffent l'esprit est une sorte de défi et de stimulant. Le MPCDM est la manifestation de l'inquiétude de Gabriel face aux limites que l'Eglise impose aux chrétiens. C'est le lien entre Foi et Vie qui, dans l'action du MPCDM nous a tous incités à refuser la réalité et les injustices. Chez vous en France et ici au Brésil.

Mais, en essayant de comprendre ce moment de l'histoire et en lisant l'article de l'ami Jovanir, je me heurte à la question de la crise des migrants en Europe.

Les médias nous informent que l'Union Européenne doit adopter un plan pour gérer les problèmes des réfugiés d'une manière plus humaine. Que se passe-t-il dans ce monde ? Qu'est-ce que cette crise migratoire en Europe a à voir avec notre réalité ?

Les médias nous informent ainsi : Des centaines de familles arrivent chaque jour en Europe, recherchant la sécurité. Traumatisées, persécutées et sans perspective de paix dans des guerres comme celle de Syrie, le choix de traverser les mers est bien souvent  la seule solution. D'après l'ONU, près d'un million de personnes ont besoin d'aide urgente et la meilleure manière en est d'ouvrir davantage d'itinéraires sûrs et légaux afin de réduire le nombre de réfugiés qui risquent leur vie ; outre le fait de réprimer la barbarie du commerce d'êtres humains.

 

Ici, de notre côté, nous prenons part à ce drame, à cette tragédie pour des êtres humains.

Les nouvelles qui nous arrivent nous disent que cette crise migratoire est la plus importante que l'Europe ait eu à subir depuis la deuxième guerre mondiale.

La gravité de ce problème, tant de réfugiés arrivant en Europe et modifiant ainsi la géopolitique mondiale, provoque chez nous diverses réactions…

Mais nous sommes ici au Brésil…

Demain, 8 septembre, est le jour anniversaire de la ville de Vitória. Notre Ile de Miel a 464 ans. Jour férié pour ceux qui travaillent dans cette capitale.

Dépassant notre nombrilisme et élargissant notre pensée au niveau mondial, nous souhaitons que tous les peuples trouvent leur terre ici et là-bas.

Um abraço

 

Dàrcio

 

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22 janvier 2015 4 22 /01 /janvier /2015 11:00

No 12 de Janeiro, no dia após os importantes ajuntamentos que movimentaram os franceses, Latifa responde na entrevista com a revista Figaro-Madame. (em francès aqui)

Latifa , Mãe Coragem
Latifa Ibn Ziaten renunciou à própria vida. Após a morte de seu filho, um militar, ela percorre por diversas cidades para lutar contra os recrutamentos islamitas. E seu alvo são aqueles que justificam o terrorismo, até lhes convercer por sua emoção.

 

Seu filho, Imad, foi a primeira das sete vítimas de Mohamed Merah. A onda de ataques da semana passada, a quase três anos após os atentados em Toulouse e em Montauban, despertou os fantasmas de Latifa Ibn Ziaten. Ela que foi ao encontro de jovens de algumas cidades que idolatravam Merah e falavam dele como um « herói ». Ela se apoiou em seu filho e lhes escutou falar de sua trajetória. No dia seguinte ao da marcha do domingo, a fundadora da Assoociação Imad Ibn Ziaten para a juventude e a paz evoca a necessidade de se engajar em campo para encarnar o sobressalto republicano.

 

Lefigaro.fr/madame. – Como a senhora viveu os atentados da semana passada e a marcha do domingo ?

Latifa Ibn Ziaten. – Eu vivo o sofrimento todos os dias e eu sofrerei sempre. Quando se perde um filho de 30 anos, não se pode virar a página. Um pedaço de mim se foi junto com ele e esses atentados despertaram esse sentimento. Merah matou sete pessoas. Na semana passada foram 12 pessoas que foram mortas. É muito duro. É preciso tirar as lições disso. Eu me coloco no lugar dos outros pais. Ontem eu estava junto a conhecidos das vítimas do ataque ao Hyper Casher e eu senti novamente essa dor horrível. Foi um momento muito forte ver todos os franceses na rua, ouvir-lhes dizer « Não » ao terrorismo, e dizer « Nós não temos medo ». fiquei bastante tocada. Aquilo me fez recorda o momento em que perdi meuu filho ; foi a mesma emoção. Os terroristas queriam colocar a França de joelhos, mas eles foram vencidos. Os franceses ficarão sempre de pé. Hoje eu tenho o desejo de dizer às famílias de conservarem sua coragem. A vida continua e não se deve parar porque todos nós saímos para realizar essa marcha vibrante e solidária. É preciiso que o trabalho continue pela integração dos jovens.

 

Como ?

Os terroristas se aproveitam dessa geração frágil.

Há três anos eu vou às escolas, cidades e prisões de menores. É preciso ir até os jovens e não abandoná-los, eles que não tem trabalho nem formação. Els são tentados pelo radicalismo pois se sentem infelizes e não vêem como sair da situação em que se encontram. Alguns se dizem esqucidos pela República, deixados de lado, presos na cidade. Essas pessoas, os terroristas, se aproveitam dessa geração frágil. Os pais devem educar e cuidar de seus jovens. É preciso ajudar os pais para que seus filhos não abandonem a escola e se entreguem às ruas. E também ajudar os educadores a transmitir mais amor e amizade. O Governo vai tomar suas responsabilidades e a educação nacional terá um papel importante a desenvolver, pois a escola substituiu as armas e uma parte dos pais que baixaram seus braços. É na escola que devemos lhes fazer compreender sua identidade. A escola deve responder.

 

 

Como falar aos jovens que recusaram o minuto de silêncio ?

Algumas alunas me chamaram para falar disso. Acho que alguns não compreendem, por ignorar. É preciso lhes explicaro que é o minuto de silêncio, perguntar-lhes o que eles fariam se fosse em sua família. Explicar-lhes o que é uma caricatura, o que é um desenho, que é preciso ter orgulho de estar em um país livre, com jornalistas que põem em risco a própria vida. Quando lhes explicamos o que é o islam, eles compreendem bem. Basta saber como transmitir, principalmente pelo testemunho e pela discussão. Para alguns deles o que falta é simplesmente amor.

 

 

Dizem que contra um opositor deve-se transmitir sua emoção até que ele seja vencido.

É verdade. Quando estou numa cidade ou numa casa e que duas ou três pessoas me enfrentam, eu continuo a falar e me mantenho minha serenidade. Eu ffalo de meu drama pessoal e pergunto « Ser´´a que é isto o islam?». No final sou aplaudida pelos jovens, nunca insultada. Recebo muitos agradecimentos. Com a associação abre-se o diálogo a respeito da vida, do islam, da humanidade. Eu lhes digo que se a gente não respeita a humanidade, como o que aconteceu na quarta-feira, a gente não é mais nada. Eu consegui fazer dois jovens mudar seu ponto de vista sobre juntarem-se à Síria ou ao Iraque. Aquilo me tomou três meses com meu advogado ; eu lhes chamava todos os dias para lhes dizer de não se deixarem cair nas armadilhas dos terroristas. Certa vez, eu trouxe jovens de bairros pobres do Marrocos para lhes mostrar e ensinar o respeito ao próximo, de como viver juntos. Aqueles que fizeram essa experiência mudaram completamente e voltaram para suas casas cheios de energia e ccoragem para continuar seus estudos. Hoje tenho convites para ir a escolas durante todo o mês de janeiro. Eu vou falar do drama, dos jornalistas, dos pliciais e das vítimas do mercado judeu. Em cada ação eu vejo meu filho crescer por meio da associação.

 

Trad Jovanir

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21 janvier 2015 3 21 /01 /janvier /2015 13:02

Em português Clic aqui

D'après "Minorias são rejeitadas na França" diz Consuleza em S. P.

 

Alexandra Baldeh Loras, 37 ans, vit au Brésil depuis deux ans en tant que Consule de France à São Paulo. Elle est française bien sûr, d'origine musulmane (son père venait de Gambie) et juive.

Elle se pose des questions : "Un des terroristes est noir et français comme moi. Que s'est-il passé dans la vie de Amedy Coulibaly pour qu'il en vienne à ce degré de violence ? Elle-même a des cousins qui portent ce nom de Coulibaly …Pourquoi ces jeunes sont-ils devenus fous à ce point ? Pourquoi sont-ils tombés dans l'extrémisme ? " …

 

Alexandra a fait des études de sciences politiques et a étudié plus spécialement le problème de l'intégration. Elle a créé un blog sur les minorités (www.alexandraloras.com) .

 

Elle qui est aussi journaliste, affirme que "La France a besoin de s'assumer en tant que nation multiculturelle et multiraciale." Elle a lu, dans les réseaux sociaux, des réactions très violentes employant des mots tels que "animaux, sauvages, sales nègres, arabes immondes". Pour elle, "la mère patrie semble avoir oublié les 400 ans d'esclavage et les 300 ans de colonisation. (…) Et aujourd'hui elle ne veut plus reconnaître ces enfants. Je m'identifie à eux. Nous nous sentons rejetés. Je veux parler des Africains, des Arabes, des Asiatiques et des Juifs aussi."

 

Selon elle, quand un fils n'a pas de père, il peut trouver quelqu'un d'autre qui l'accueille et le valorise . Ce père "terrorisme" s'est emparé de quelques uns de ces fils et leur a donné le sentiment d'appartenance à un groupe et aussi une place, de quoi manger et de l'argent. "A nous de tenter de les racheter. " C'est ce qui s'est passé pour Amedy Coulibaly, "accueilli" par Al Qaeda alors qu'il venait d'être rejeté, atteint par la limite d'âge,  d'un centre d'accueil pour jeunes à problèmes. (Ndlt.)

 

Pour elle, il est important de rechercher pourquoi ces jeunes ont rejoint Al Qaeda, savoir ce qu'ils ont dans la tête, ce qui leur manque pour se sentir partie prenante du peuple français.

 

Elle rappelle que l'intégration est possible. Les artistes les plus aimés en France actuellement sont Omar Sy, acteur d'origine sénégalaise ("Les Intouchables") et Jamel Debbouze, acteur et comédien d'origine marocaine ( "Astérix et Obélix : ission Cléopâtre").

 

Elle a fait sa thèse à Sciences Pô sur les Noirs à la Télévision française. "Dans la France du pouvoir et de la TV où j'ai travaillé pendant sept ans en tant que présentatrice sur France 3 et TF1, j'étais l'unique femme noire."

 

Elle mentionne aussi que Charlie Hebdo est un journal de gauche qui a toujours publié des caricatures pouvant être interprétées comme xénophobes, racistes et antisémites  "Quelle liberté d'expression défendons-nous ? Peut-on manquer de respect à des prophètes révérés par une communauté qui n'a pas de pouvoir dans les médias pour s'exprimer ? "

 

A Folha de S. Paulo  13 janvier 2015

 

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19 janvier 2015 1 19 /01 /janvier /2015 09:06

     Le point de vue d'El Rafo Saldanha (clic ici), le journaliste brésilien que cite Leonardo Boff dans son blog me semble inapproprié dans le cadre des événements tragiques que la France vient de traverser, si toutefois elle le resterait dans un contexte apaisé... Pas sûr !

 

        Soulignons d'abord, et cela a été fait en commentaire, que le journaliste s'exprime depuis son pays, c'est à dire hors du contexte géographique et historique d'événements tragiques auxquels son article se réfère.

      Sait-il ce qui se passe, ce jour même, dans certains lieux de vie en France, certaines banlieues, certains établissements scolaires dans lesquels des élèves musulmans s'expriment, eux aussi ? Leurs propos violents, leur déni parfois, sont à considérer avec gravité. Dounia Bouzar, directrice du Centre de prévention contre les dérives liées à l'islam, l'évoque régulièrement à l'antenne. Les propos de ces jeunes mettent en lumière les failles de l'autorité de leurs parents et la stagnation de ces derniers dans le communautarisme d'un islam figé depuis des siècles.
        C'est pourquoi ces familles, sans doute des citoyens honnêtes, ne doivent pas être confortées, selon moi, dans cet immobilisme que l'on encourage par, selon les cas, une compréhension, une acceptation, une commisération bienveillantes venant du reste de la population; cela dès qu'il s'agit du risque que ces familles puissent être stigmatisées à travers des événements tels que ces derniers.

        J'ai lu l'article de Jean-Marie Muller revenant sur ces événements et souscris à la quasi totalité de son analyse, notamment celle qu'il fait de leurs causes profondes dans l'histoire contemporaine. Partant, il pense que "La manière la plus efficace pour combattre le terrorisme est de priver leurs auteurs des raisons politiques et économiques qu'ils invoquent pour le justifier. C'est ainsi qu'il sera possible d'affaiblir durablement l'assise populaire dont le terrorisme a le plus grand besoin." C'est là que j’achoppe : je crois qu'il manque une troisième raison, fondamentale, qui est culturelle, civilisationnelle et qui grève considérablement la situation. En effet, le "groupe sunnite pour la prédication et le djihad", par exemple, qui sévit au Nigeria est dénommé Boko Haram en langue locale, ce qui peut être traduit par "l'éducation à l'occidentale est un péché". Ses coreligionnaires du Moyen-Orient qui s'attaquent à nous, en Occident, ne semblent pas démentir ! Cela ouvre des perspectives !
     Ce constat accrédite, pour moi, l'idée selon laquelle le traitement du problème est à entreprendre, comme une antidote à élaborer, au sein de nos sociétés occidentales, auprès des populations influencées, manipulées même, par les mouvances terroristes.

        Soyons proches, soutenons nos amis musulmans personnels (J'en ai. L'un d'eux, Algérien, a été décapité par le Fis) mais accordons à leurs frères et sœurs - sans les gêner aujourd’hui, sauf drame, par une sensibilité compassionnelle hâtive et contre productive - mieux: permettons-leur l'obligatoire et urgente responsabilité, à travers leurs cadres, de faire un aggiornamento (voir l'exemple de Vatican II) et d'être acteurs de l'évolution indispensable de l'Islam, de France pour ce qui nous concerne. Qu'ils en prennent l'initiative. Soyons éveillés à cela. Encourageons-les avec une attention fraternelle et restons vigilant pour le reste.
        Je m'appuie notamment sur les analyses de Malek Chebel, anthropologue musulman, de Ghaleb Bencheikh, présentateur de l’émission Islam sur France 2, ainsi que sur la parole de certains imams dont, par exemple, l'imam de Bordeaux et celui de Lille.
  
        Pour étoffer la réflexion, voici 2 liens intéressants : Sur geopolis, et sur france TV info.

    Mohamed Moussaoui, président de l’Union des mosquées de France (UmF), ancien président du Conseil français du culte musulman (Cfcm), disait récemment que l'injonction de ne pas représenter et de ne pas caricaturer le prophète ne doit s'adresser qu'aux musulmans de France et non pas au reste de la population dans un contexte législatif où le blasphème n'est pas reconnu (sauf en Alsace et Moselle).
        Sachons que la représentation du prophète était répandue en Perse dans les enluminures jusqu'à ce qu'au dix-huitième siècle les wahhabites et les salafistes ne s'en mêlent. L'interdiction ne figure pas dans le Coran mais a été, certes, figée dans les usages.
      Pour moi comme pour beaucoup, succomber à l'injonction serait tourner le dos à notre spécificité, à la loi de séparation de l'Église et de l'État, à notre culture, celle de Voltaire et des Lumières, et à notre impertinence.
        C'est la liberté républicaine qui est en jeu.

       Cette impertinence a donné Charlie, pour le pire et pour le meilleur. Pour ma part, je n'ai pas aimé certaines caricatures, en particulier celles qui touchent à la foi mise en dérision: celle du prophète ou du pape, ou des juifs ou des chrétiens lesquels subissent le même traitement. Je n'aime pas l'outrance de certains dessins qui frise l’obscène. Question de bon goût ? En tout cas question de goût personnel. Mais dans ce cas, je ne lis pas le journal, que je n'achète d'ailleurs que rarement, et tout simplement je passe à autre chose ! Pourquoi une attitude différente chez certains musulmans ?
       Souhaitons qu'ils apprennent à faire de même, comme la majorité des citoyens de France dont ils sont la partie, c'est-à-dire qu'ils tournent la page sans camper sur le sentiment d'avoir été blessés à outrance. Ce n'était pas le projet des dessinateurs assassinés qui devaient, certes sans souci du reste, avoir simplement pour devise cette phrase de Rabelais: "Le rire est le propre de l'homme".
       Dérisoire, justement, la fin des terroristes meurtriers, ces tristes pantins sans gloire aucune: ils s'en sont pris aux mots et dessins de Charlie mais ont été abattus dans le lieu même où ils sont fabriqués, une imprimerie ! Juste retournement des choses !

        Pour revenir à notre association, à Gabriel Maire, artisan d'amour et de paix, assassiné lui aussi par la barbarie, voici une page dont le thème correspond à l'une de mes inquiétudes, laquelle est derrière ma réserve sur l'article du journaliste : Clic ICI

        Parmi les pratiquants au sein des religions, les catholiques sont les plus persécutés et les plus exterminés dans le monde et peu de personnes ne commentent ce drame, rarement les médias, alors que nous, en France, nous défendons assez souvent, voire systématiquement, les juifs et les musulmans mal traités. Nous chrétiens, qui nous soutient ?

        Raymond Perrin

 

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15 janvier 2015 4 15 /01 /janvier /2015 16:56

Suite aux attentats qui ont bouleversé la France et bien au-delà... il convient de trouver des chemins pour construire un avenir de paix.

 

Au milieu du déferlement médiatique, un témoignage a retenu notre attention...

 

Celui de Latifa Ibn Ziaten, maman de Imad, militaire français, première victime du fanatisme de Merah il y a 3 ans. Après l'assassinat de son fils, Latifa a créé "l'Association Imad Ibn Ziaten pour la jeunesse et la paix" avec l’objectif d’aller à la rencontre des jeunes dans les écoles, les prisons, les maisons de quartiers. Ecoutez son témoignage sur TVFIL78...

Cette semaine, elle a accordé une interview au journal Figaro Madame. Ce témoignage  est à lire dans son intégralité, mais voici un extrait :

 

- Je vis la souffrance tous les jours et je souffrirai toujours. Quand on perd un enfant de 30 ans, on ne peut pas tourner la page. Une partie de moi est partie avec lui et ces attentats ont réveillé ce sentiment. Merah a tué 7 personnes. La semaine dernière, ce sont 17 personnes qui sont mortes. C'est trop dur, il faut en tirer les leçons. Je me mets à la place des autres parents. Hier, j'étais auprès des proches des victimes de l'attaque de l'Hyper Casher et j'ai ressenti cette douleur horrible. Cela a été un moment très fort de voir tous les Français dans la rue, de les entendre répondre « non » au terrorisme et dire : « On n'a pas peur. » J'ai été très touchée. Cela m’a beaucoup rappelé le moment où j’ai perdu mon fils, c'est la même émotion. Les terroristes voulaient mettre la France à genoux, mais ils ont échoué, les Français resteront toujours debout. Aujourd'hui, j'ai envie de dire aux familles de garder du courage. La vie continue et il ne faut pas s'arrêter parce qu'on est tous sortis faire cette marche chaleureuse et solidaire. Il faut que le travail continue pour l'intégration des jeunes.

 

Pour découvrir l'association Imad, c'est ici. Une association à aider si on croit à cette lutte !

 

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14 janvier 2015 3 14 /01 /janvier /2015 09:12

"Je ne suis pas Charlie" 

 

Sur le blog de Leonardo BOFF (em português aqui)

 

Extraits

 

8 janvier 2015

(…) Une de mes devises  est une phrase de John Donne (poète anglais du XVIIème siècle Ndlt) : "La mort de chaque homme m'amoindrit parce que je fais partie de l'humanité. Voilà pourquoi je ne cherche pas à savoir pour qui sonne le glas : il sonne pour moi." Je ne pense pas qu'aucun des caricaturistes ait mérité ce tir mortel, personne ne le mérite, je crois au changement, à l'évolution, à la conversion. A aucun moment je n'ai voulu que les caricaturistes de Charlie Hebdo meurent. Mais je voulais qu'ils évoluent, qu'ils changent…

(…) Comme 90% des gens dans le monde, je n'ai connu Charlie Hebdo qu'en 2006, et, déjà à ce moment là, d'une façon plutôt négative : la revue avait reproduit les caricatures du journal danois Jyllands – Posten (classé comme libéral – conservateur, soit de la droite européenne). Et pourquoi a-t-il fait cela ? Officiellement au nom de la "Liberté d'Expression", mais il y a plus …

A l'époque, l'éditeur en était Philippe Val. Le même qui, en 2000 avait traité les  Palestiniens (oui, le peuple entier) de "non – civilisés", ce qui avait suscité des critiques de la part de sa collègue Mona Chollet (critiques qui se sont terminées par le départ rapide de celle-ci). Val est demeuré aux commandes jusqu'en 2009, remplacé alors par Stéphane Charbonnier, connu seulement sous le nom de Charb. C'est sous sa direction que l'hebdomadaire a grossi le trait de ses "charges" concernant l'Islam et encore plus après l'attentat qui a touché Charlie Hebdo en 2011.

(…) La France a 6,2 millions de musulmans qui, en majorité ont émigré d'anciennes colonies françaises. Ils ne sont pas insérés en tant qu'égaux dans la société française. La grande majorité est pauvre, vouée à une condition de "citoyen de seconde classe". (…)

(…) Retour à Charlie Hebdo : Sur Twitter, beaucoup ont parlé de "martyrs de la liberté d'expression". Je mettrai cette formule sur le compte de l'émotion du moment. Les caricatures polémiques de Charlie Hebdo sont de très mauvais goût, mais là n'est pas la question. Le fait est qu'elles sont dangereuses, criminelles même, pour deux raisons.

La première est l'intolérance. Dans la religion musulmane, un principe dit qu'on ne doit pas faire le portrait du prophète Mahomet, quelle qu'en soit la forme. C'est un précepte central de la croyance islamique, et manquer de respect à ce précepte, c'est manquer de respect à tous les musulmans. Pour faire un parallèle, c'est comme si un pasteur évangélique shootait dans la statue de la Vierge Marie pour attaquer les catholiques.

(…) Charb lui-même a dit : "Il faut que l'Islam soit banalisé autant que le catholicisme". OK, le catholicisme a été banalisé. Mais, de l'intérieur vers l'extérieur. Cela ne nous a pas été imposé du dehors. Notons qu'il ne parle pas d'attaquer quelques individus radicaux, quelques points spécifiques de la doctrine islamique, ou bien le fanatisme religieux. La cible, c'est l'Islam, en tant que tel. Il y a des décennies, les "culturalistes" parlaient déjà de la tentative d'imposer les valeurs occidentales au monde entier. Attaquer la culture des autres est toujours un acte impérialiste. A l'époque des premières publications (de Charlie Hebdo) plusieurs associations islamiques se sont senties offensées et ont décidé de porter plainte. Les tribunaux français – réputés depuis plus d'un siècle pour leur xénophobie et leur intolérance -  (voir l'affaire Dreyfus) ont donné gain de cause à la revue. Cela a agi comme une incitation dont Charlie Hebdo s'est emparé pour renforcer les caricatures et les textes contre l'Islam.

Mais il y a un autre problème encore plus grave. La manière dont le journal dessinait les musulmans était toujours offensante, leurs vêtements étant typiques, ils portaient toujours des armes ou bien des calambours faisaient allusion à leur violence…Certains argumentaient en faisant valoir que la cible était seulement les "extrémistes" mais à partir du moment où l'on ne montre que ces individus, il se crée  une généralisation. (…)

(…) La phrase de Charb : "Avec un stylo, je n'égorge personne", est hypocrite. Avec un stylo on prêche la haine qui tue des personnes.

(…) Cogner contre la population islamique est lâche. C'est cogner sur la plus fragile.

(…) Il aurait suffi que la justice française punisse Charlie Hebdo pour le premier abus. Elle aurait tracé une ligne disant : "Vous ne devez pas dépasser ce point-là." 

(…) Cela ne signifie pas que je défende la censure. Ce que je dis, c'est que chaque cas devrait être étudié. Les excès doivent être punis. Ce n'est pas : "Ne parle pas." C'est : "Parle, mais supportes-en les conséquences." Il vaut mieux que les conséquences viennent sous forme de procès en justice que de balles de fusil.

(…) Pour toutes ces raisons, tout en déplorant et récusant l'acte barbare d'hier : "Je ne suis pas Charlie".

Sur Twitter, un mouvement – bien moindre que celui "Je suis Charlie" commence à apparaître. Il parle du policier musulman qui a été tué en défendant la "liberté d'expression" qui a permis aux caricaturistes de l'offenser (lui musulman). Ce mouvement représente l'énorme majorité de la communauté musulmane qui, même si elle est attaquée par les caricaturistes français, même si elle ressent quotidiennement la haine des xénophobes et islamophobes, a rejeté cette attaque.

Je ne suis pas Charlie. Je suis Ahmed.

El Rafo Saldanha, journaliste

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11 janvier 2015 7 11 /01 /janvier /2015 21:30

Para se entender o terrismo contra o Charlie Hebbo de Paris

 

Uma coisa é se indignar, com toda razão, contra o ato terrorisa que dizimou os melhores chargistas franceses. Trata-se de ato abominável e criminoso, impossível de ser apoiado por quem quer que seja.

 

Outra coisa é procurar analiticamente entender porque tais eventos terroristas acontecem. Eles não caem do céu azul. Atrás deles há um céiu escuro, feito de histórias trágicas, matanças massivas, humilhações e discriminações, quando não, de verdadeiras guerras preventivas que sacrificaram vidas de milhares e milhares de pessoas.

 

Nisso os USA e em geral o Ocidente são os primeiros. Na França vivem cerca de cinco milhões de muçulmanos, a maioria nas periferias em condições precárias. São altamente discriminados a ponto de surgir uma verdadeira islamofobia.

 

Logo após o atentado aos escritórios do Charlie Hebdo, uma mesquita foi atacada com tiros, um restaurante muçulmano foi incendiado e uma casa de oração islâmica foi atingida também por tiros.

 

Que signfica isso? O mesmo espírito que provocou a tragédia contra os chargistas, está igualmente presente nesses franceses que cometeram atos violentos às instituições islâmicas. Se Hannah Arendt estivesse viva, ela que acompanhou todo o julgamento do criminoso nazista Eichmann, faria semelhante comentário, denunciando este espírito vingativo.

 

Trata-se de superar o espírito de vingança e de renunciar à estratégia de enfrentar a violência com mais violência. Ela cria uma espiral de violência interminável, fazendo vítimas sem conta, a maioria delas inocentes.

 

Paradigmático foi o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. A reação do Presidente Bush foi declarar a “guerra infinita” contra o terror; instituir o “ato patriótico” que viola direitos fundamentais ao permitir prender, sequestrar e submeter a afogamentos a suspeitos; criar 17 agências de segurança em todo o país e começar a espionar todo mundo no mundo inteiro, além de submeter terroristas e suspeitos em Guantánamo a condições desumanas e a torturas.

 

O que os USA e aliados ocidentais fizeram no Iraque foi uma guerra preventiva com uma mortandade de civis incontável. Se no Iraque houvesse somente ampla plantação de frutas e cítricos, nada disso ocorreria. Mas lá há muitas reservas de petróleo, sangue do sistema mundial de produção.

 

Tal violência barbárica, porque destruíu os monumentos de uma das mais antigas civilizações da humanidade, deixou um rastro de raiva, de ódio e de vontade de vingança.

 

A partir deste transfundo, se entende que o atentado abominável em Paris é resultado desta violência primeira e não causa originária. O efeito deste atentado é instalar o medo em toda a França e em geral na Europa. Esse efeito é visado pelo terrorismo: ocupar as mentes das pessoas e mantê-las reféns do medo.

 

O significado principal do terroismo não é ocupar territórios, como o fizeram os ocidentais no Afeganistão e no Iraque, mas ocupar as mentes. Essa é sua vitória sinistra.

 

A profecia do autor intelectual dos atentados de 11 de setembro, o então ainda não assassinado Osama Bin Laden, feita no dia  8 de outubro de 2001, infelizmente, se realizou: “Os EUA nunca mais terão segurança, nunca mais terão paz”.

 

Ocupar as mentes das pessoas, mantê-las desestabilizadas emocionalmente, obrigá-las a desconfiar de qualquer gesto ou de pessoas estranhas, eis o que o terrorismo almeja e nisso reside sua essência. Para alcançar seu objetivo de dominação das mentes, o terrorismo persegue a seguinte estratégia:

(1) os atos têm de ser  espetaculares, caso contrário, não causam comoção generalizada;

(2) os atos, apesar de odiados, devem provocar admiração pela sagacidade empregada;

(3) os atos devem sugerir que foram minuciosamente preparados;

(4) os atos devem ser imprevistos para darem a impressão de serem incontroláveis;

(5) os atos devem ficar no anonimato dos autores (usar máscaras) porque quanto mais suspeitos, maior o medo;

(6) os atos devem provocar permanente medo;

(7) os atos devem distorcer a percepção da realidade: qualquer coisa diferente pode configurar o terror. Basta ver alguns rolezinhos entrando nos shoppings e já se projeta a imagem de um assaltante potencial.

 

Formalizemos um conceito do terrorismo: é toda  violência espetacular, praticada com o propósito de ocupar as mentes com  medo e pavor.         

 

O importante não é a violência em si,  mas seu caráter espetacular, capaz de dominar as mentes de todos. Um dos efeitos mais lamentáveis do terrorismo foi ter suscitado o Estado terrorista que são hoje os EUA. Noam Chomsky cita um funcionário dos órgãos de segurança norte-americano que confessou: “Os USA são um Estado terrorista e nos orgulhamos disso”.

 

Oxalá não predomine no mundo, especialmente, no Ocidente este espírito. Aí sim, iremos ao encontro do pior. Leonardo

 

Boff é colunista do JBonline e escreveu: Fundamentalismo, terrorismo, religião e paz,  Vozes,  Petrópolis 2009.

 

no blog de Leonardo BOFF

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11 janvier 2015 7 11 /01 /janvier /2015 21:20

Le point de vue de Leonardo BOFF :

 

Pour que l'on comprenne l'attentat contre Charlie Hebdo de Paris

 

Une chose est de s'indigner, à juste titre, contre l'acte terroriste qui a décimé les meilleurs caricaturistes français. Il s'agit d'un crime abominable, impossible à approuver par qui que ce soit.

 

Autre chose est de vouloir analyser pour comprendre pourquoi de tels actes terroristes surviennent. Ils n'arrivent pas comme un éclair dans un ciel bleu. En toile de fond il y a un ciel sombre, fait d'histoires tragiques, de massacres, d'humiliations et de discriminations et même de véritables guerres préventives qui ont sacrifié des milliers et des milliers de vies.

 

En cela les Etats-Unis et en général l'Occident sont champions. En France vivent environ cinq millions de musulmans, la majorité d'entre eux habitant les banlieues dans des conditions précaires. Ils sont l'objet d'une forte discrimination qui fait surgir une véritable islamophobie.

 

Peu après l'attentat dans les bureaux de Charlie Hebdo, une mosquée a été attaquée par des coups de feu, un restaurant musulman a été incendié et une maison de prière islamique atteinte aussi par des tirs.

 

Qu'est-ce que cela signifie ? Le même état d'esprit qui a provoqué la tragédie contre les caricaturistes, est également présent chez ces Français qui ont attaqué des institutions islamiques. Si Hannah Arendt était encore de ce monde, elle qui a suivi jusqu'au bout le jugement du criminel nazi Eichmann, elle ferait un commentaire semblable, dénonçant cet esprit de vengeance.

 

Il s'agit de dépasser cet esprit de vengeance et de renoncer à affronter la violence avec encore plus de violence. Cette stratégie crée une spirale interminable, faisant des victimes innombrables, la plupart étant innocentes.

 

L'attentat terroriste du 11 septembre 2001 contre les USA a été emblématique. La réaction du Président Bush a été de déclarer une "guerre sans fin" contre la terreur ; d'instituer la loi patriote qui viole les droits fondamentaux en permettant d'arrêter, séquestrer et soumettre les suspects à des sévices ; de créer 17 agences de sécurité dans tout le pays et se mettre à espionner tout le monde dans le monde entier, et en outre soumettre les terroristes et suspects de Guantánamo à des conditions inhumaines et à des tortures.

 

Ce que les USA et leurs alliés ont fait en Irak a été une guerre préventive avec d' innombrables victimes civiles. Si en Irak il y avait eu seulement de grandes plantations de fruits et d'agrumes, rien de cela ne serait arrivé. Mais il y a là-bas beaucoup de réserves de pétrole, véritable sang qui alimente le système mondial de production.

 

Une telle violence barbare, parce qu'elle a détruit les monuments d'une des plus anciennes civilisations de l'humanité, a laissé des séquelles de haine, de rage et de volonté de vengeance.

 

(…) On comprend alors que l'attentat abominable de Paris est la résultante de cette violence originelle et non la cause première. La conséquence de cet attentat est de plonger dans la peur toute la France et en général l'Europe. C'est l' effet que vise le terrorisme : envahir l'esprit des gens et les maintenir en tant qu'otages de la peur.

 

La signification principale du terrorisme n'est pas d'investir les territoires, comme l'ont fait les Occidentaux en Afghanistan et en Irak, mais d'investir les esprits. Là est leur sinistre victoire.

 

La prophétie du cerveau des attentats du 11 septembre, Ben Laden, alors qu'il n'avait pas encore été assassiné, le 8 octobre 2001, s'est hélas, réalisée : "Les USA ne seront plus jamais en sécurité, ils n'auront plus jamais la paix".

 

Occuper les esprits des gens, les déstabiliser psychologiquement, les obliger à se méfier du moindre geste ou d'un individu insolite , voilà ce que vise le terrorisme et en quoi réside son essence. Pour atteindre son objectif de domination des esprits, le terrorisme poursuit la stratégie suivante :

 

 

  • 1 Les actions doivent être spectaculaires, sinon elles ne provoquent pas de choc généralisé.
  • 2 Bien qu'odieuses, ces actions doivent provoquer l'admiration pour leur astuce.
  • 3 Elles doivent suggérer qu'elles ont été minutieusement préparées.
  • 4 Elles doivent arriver à l'improviste pour donner l'impression d'être incontrôlables.
  • 5 Les auteurs doivent rester anonymes (utiliser des masques) car, plus il y a de suspects, plus grande est la peur.
  • 6 Ces actions doivent provoquer une peur permanente.
  • 7 Elles doivent déformer la perception du réel : tout ce qui paraît différent peut engendrer la terreur. Il suffit de voir quelques jeunes des banlieues entrant ensemble dans les magasins et alors l'image d'une attaque possible se présente.

 

Formulons une définition du terrorisme : C'est toute violence spectaculaire pratiquée dans le but de remplir les esprits de peur et d'épouvante.

 

L'important n'est pas la violence en soi, mais son caractère spectaculaire, capable de dominer les esprits de tout le monde. Un des effets les plus lamentables du terrorisme est d'avoir suscité l'Etat terroriste que sont aujourd'hui les USA. Noam Chomsky cite un fonctionnaire des organes de sécurité nord-américains qui a reconnu : "Les Etats- Unis sont un Etat terroriste et nous en sommes fiers".

 

Plaise à Dieu que ne prédomine pas dans le monde, et tout spécialement en Occident, cet état d'esprit. Sinon, nous allons au devant du pire.

 

Dans le blog de Leonardo BOFF

 

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8 janvier 2015 4 08 /01 /janvier /2015 08:40

Le message de Dilma Roussef transmis par Claudio :

 

Foi com profundo pesar e indignação que tomei conhecimento do sangrento e intolerável atentado terrorista ocorrido nesta quarta-feira, 7 de janeiro, contra a sede da revista “Charlie Hebdo”, em Paris.

 

Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa.

 

Nesse momento de dor e sofrimento, desejo estender aos familiares das vítimas minhas condolências. Quero expressar, igualmente ao Presidente Hollande e ao povo francês a solidariedade de meu governo e da nação brasileira.

 

Dilma Rousseff
Presidente da República - Brasil

Foto o Globo

Foto o Globo

Message traduit par Claudette et Paul :

 

C'est avec une profonde peine et avec indignation que j'ai pris connaissance de l'horrible et sanglant attentat terroriste survenu ce mercredi 7 janvier, à l'encontre du siège du journal Charlie Hebdo à Paris.

 

Cet acte de barbarie, outre les intolérables pertes humaines, est une attaque inacceptable d'une valeur fondamentale des sociétés démocratiques : la liberté de la presse.

 

En ce moment de douleur et de souffrance, je désire transmettre mes condoléancesà tous les parents et amis des victimes. Je veux également exprimer au Président Hollande et au peuple français la solidarité de mon gouvernement et de la nation brésilienne.

 

Dilma Roussef Présidente de la République

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12 décembre 2014 5 12 /12 /décembre /2014 23:10

Sobre a página Facebook de Seu Pedro :

 

A Sessão Solene de entrega da Comenda Padre Gabriel Maire foi simplesmente emocionante. Me sinto honrado em poder criar uma comenda com o nome daquele que me ensinou a dar os primeiros passos dentro das lutas sociais, em favor daqueles que precisam.

Padre Gabriel Maire não está mais no mundo dos vivos, mas continua presente em nossas ações e continua servindo de exemplo para muitas pessoas que vivem para fazer o bem, como os 19 homenageados que receberam a Comenda. Eles representam tantas outras pessoas que estão sempre dispostas a lutar pelas injustiças sociais.

Muito obrigado a todos que estiveram presentes e a todos aqueles que ajudaram a promover esse evento.

 

Distinction "padre Gabriel MAIRE" remise à 19 citoyens de Cariacica et à Marlène, présidente de l'association "Padre Gabriel pour la défense de la vie".
Distinction "padre Gabriel MAIRE" remise à 19 citoyens de Cariacica et à Marlène, présidente de l'association "Padre Gabriel pour la défense de la vie".

Distinction "padre Gabriel MAIRE" remise à 19 citoyens de Cariacica et à Marlène, présidente de l'association "Padre Gabriel pour la défense de la vie".

Traduction en français :

 

La remise solennelle du prix "Padre Gabriel Maire" a été tout simplement émouvante. Je suis honoré d'avoir pu créer cette distinction au nom de celui qui m'a appris à faire les premiers pas dans les luttes sociales, en faveur de ceux qui en ont besoin.

Père Gabriel Maire n'est plus dans le monde des vivants, mais est toujours présent dans nos actions et continue à servir d' exemple pour beaucoup de gens qui vivent pour faire le bien, comme les 19 lauréats qui ont reçu cette mention élogieuse. Ils représentent beaucoup d'autres personnes qui sont toujours prêtes à lutter contre les injustices sociales.

Merci beaucoup à tous ceux qui ont participé et à tous ceux qui ont aidé à promouvoir cet événement.

 

Seu Pedro

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8 décembre 2014 1 08 /12 /décembre /2014 21:55

Comenda Padre Gabriel Maire aos que lutam por um mundo melhor. 

Parabens
Le Conseil Municipal de Cariacica, à l'initiative du conseiller municipal Seu Pedro, a l'honneur de vous inviter à la remise solennelle du "prix"* Padre Gabriel Félix Roger Maire, qui veut honorer les citoyens luttant pour la justice sociale.
 
"L'essence même des Droits de l'Homme, c'est le droit d'avoir des droits."
Hannah Arendt

 

* Il est difficile de traduire le mot "comenda", c'est selon un dictionnaire portugais un "insigne honorifique qui, auparavant était destiné aux seuls écclésiastiques ou militaires"

 

 

Et nous en France, nous nous unissons par la pensée à cet hommage rendu à des personnes qui veulent construire un monde meilleur !

Nous partagerons les photos de cet événement que nos amis brésiliens ne manqueront pas de nous envoyer !

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6 décembre 2014 6 06 /12 /décembre /2014 23:54

Petit à petit, le blog s'adapte pour nos amis brésiliens...

Aos poucos, o blog se adapta para nossos amigos brasileiros...

Bienvenue à tous !

Bem-vindo a todos !

Inscrivez-vous !

Inscrever-se !

Merci !

Obrigada !

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23 novembre 2014 7 23 /11 /novembre /2014 02:36

!!! Ne tenez pas compte des liens qui apparaissent sur les mots rencontre et rencontrer !!!!!!

Quand Gaby était au Brésil, il nous avait invités à venir découvrir cette terre qu’il aimait et rencontrer les personnes qu’il côtoyait. Mais nous n’avons pas eu l’opportunité de faire ce voyage. Il est revenu en visite en France avec des amis qu’il nous a fait connaitre.
 
Quando Gaby estava no Brasil, ele nos convidou a vir conhecer esta terra que ele amava e as pessoas que ele encontrava. Mas nós não tivemos a oportunidade de fazer essa viagem. Ele voltou em visita à França com amigos a quem ele nos apresentou.
 
Pour le 10ème anniversaire de sa mort, deux de nos enfants, Michaël et Marie-Laure faisaient partie du voyage organisé avec Mgr Yves Patenôtre et une trentaine de Français. Puis notre dernière fille Rachel en stage à Vitoria a participé aux célébrations du 20ème anniversaire de l’assassinat de Gaby, avec Mgr Jean Legrez, Michel, Maryse et Eliane de l'association.
 
Por ocasião do 10º aniversário de sua morte, dois dos nossos filhos, Michael e Marie-Laure fizeram parte da viagem organizada com Dom Yves Patenôtre e uns trinta franceses. Depois a nossa filha caçula Rachel, em estágio em Vitória, participou das celebrações do 20º aniversário de assassinato de Gaby, com Dom Joao Legrez, Michel, Maryse et Eliane da associação.
 
Pour le 25ème anniversaire, il était temps que je réponde à l’appel de Gaby. Avec Rachel comme fidèle interprète, et entourée, accompagnée par les amis brésiliens, je ne craignais rien !
 
Para os 25º aniversário, já era hora de responder ao convite de Gaby. Com Rachel como fiel intérprete, e cercada pelos amigos brasileiros, eu não temia nada!
 
La réalité a dépassé mes espérances ! Et je me rends compte qu’il me manquait quelque chose de primordial pour m’investir au mieux dans l’association « les amis de Gabriel MAIRE », qu’il est bon et même indispensable de regarder, sentir, écouter, vivre au moins quelques heures avec les habitants de cette terre que Gabriel chérissait tant.
 
A realidade ultrapassou minhas expectativas! E eu me dou conta de que me faltava algo de primordial para eu me entregar mais e melhor à associação “Amigos de Gabriel Maire”: olhar, sentir, escutar, viver ao menos algumas horas com os habitantes desta terra que Gabriel tanto gostava.
 
Nous remercions tout d’abord, Carlita, sa fille Katia, son gendre Ronaldo et leurs enfants, qui nous accueillent. Nous remercions Darcio et Cleu et tant d’autres. Ils nous ont permis d’aller à la rencontre des personnes qui entretiennent la mémoire du Padre Gabriel.
 
Agradecemos primeiramente a Carlita, sua filha Kátia, seu genro Ronaldo e seus filhos, que nos acolheram. Agradecemos ao Dárcio e Cleu e tantos outros. Eles nos permitiram de ir ao encontro das pessoas que mantêm viva a memória do Padre Gabriel.
 
Nous avons tout d’abord, rencontré l’association, « Padre Gabriel pour la défense de la vie », sa présidente Marlène et quelques personnes. Chaque personne présente a partagé ce que Gabriel avait changé dans sa vie. Carlinda nous a fait visiter l’atelier couture qu’elle crée pour des mamans. Quelques enfants sont accueillis pour une aide aux devoirs. Des activités qui ne demandent qu’à se développer maintenant que le local est plus accueillant grâce à l’aide financière de l’association française, et à l’investissement sur place des membres de l’association brésilienne.
 
Encontramos primeiro a associação “Padre Gabriel em defesa da vida”, sua presidente Marlene e algumas pessoas, em Porto Novo, Cariacica-ES. Cada pessoa presente compartilhou o que Gabriel mudou na sua vida. Carlinda nos mostrou o atelier de costura que ela criou para as mulheres. Algumas crianças são acolhidas para uma ajuda nos deveres da escola. As atividades se desenvolvem agora que o local é mais acolhedor graças à ajuda financeira da associação francesa, e ao investimento local dos membros da associação brasileira.
  
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Darcio nous a emmenées à la rencontre de l’équipe de rédaction d’un livre qui sortira pour le 23 décembre, jour du 25ème anniversaire de l’assassinat du Padre Gabriel. Un beau livre qui rassemble des écrits par et sur Gabriel.
 
Dárcio nos levou ao encontro da equipe de redação de um livro que será lançado em 23 de dezembro, dia do 25º aniversário do martírio do Padre Gabriel. Um belo livro que reúne escritos sobre Gabriel.
 
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Nous avons rencontré Seu Pedro, (conseilleur municipal à Cariacica) et son équipe. Tous très chaleureux et disponibles. D’une grande simplicité, ils nous ont fait visiter le quartier « Padre Gabriel », et plusieurs lieux ou bâtiments qui portent le nom de Gabriel. Il faut relever aussi que non seulement des lieux, mais aussi de nombreux enfants portent aujourd’hui le nom de Gabriel ici. 
 
Encontramos Seu Pedro, vereador de Cariacica, e sua equipe. Todos muito calorosos e disponíveis. Com grande simplicidade, eles nos guiaram a uma visita ao bairro “Padre Gabriel” e vários locais ou prédios que levam o nome de Gabriel. Deve-se ressaltar que não somente os lugares, mas também muitas crianças trazem hoje o nome de Gabriel aqui.
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Nous participerons aux manifestations organisées le dimanche 23 novembre, en préparation des commémorations du 25ème anniversaire du martyr de Gabriel. Le matin avec l’association « Padre Gabriel pour la défense de la vie » et l’après-midi avec un autre groupe qui se réunit tous les 23 de chaque mois pour prier ensemble en lien avec Gabriel.
 
Participaremos das manifestações organizadas no domingo, 23 de novembro, em preparação ao 25º aniversário do martírio de Gabriel. De manhã com a associação ‘’Padre Gabriel em defesa da vida’’ e de tarde com outro grupo que se reúne mensalmente – a cada dia 23 – para orar juntos em memória de Gabriel.
Tradução: Jovanir Poleze e Dárcio Mosquem.
 
A bientôt pour d'autres nouvelles ! em breve para mais notícias !
Elisabeth Lamy 
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14 mars 2014 5 14 /03 /mars /2014 10:26

Bonjour à tous. C'est une triste nouvelle que je vous annonce aujourd'hui : Sabine Millet (la soeur du Père de Montgermont) est morte hier, à l'hôpital de Dole.

Ses obsèques seront célébrées samedi 15 mars 2014 à l'église St Jean à Dole à 10h30.

 

Nous la regretterons, elle toujours si souriante malgré tous ses soucis...

 

Pour ceux qui voudraient écrire à sa famille, voici 2 adreses

  • celle de Claude, l'un de ses dix enfants, celui qui vivait tout près d'elle :

Claude Millet

45 rue d'argent 39100 Dole

 

  • et celle de son frère :

 

Padre Alain de Montgermont

Abrigo Cristo Redentor Cavaleiro 54240260 JABOATAO PE BRESIL

Pour le Brésil, timbrer à 0,98 euros.

 

 

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4 mars 2014 2 04 /03 /mars /2014 22:03

BRÉSIL - Trafic d’êtres humains : l’esclavage moderne, ou « Joseph est toujours vivant »

 

Xavier Plassat

 

mercredi 12 février 2014, mis en ligne par Dial

illustration-pedro-casaldaliga-43fc7

 

Cette année, la campagne de carême de l’Église brésilienne sera centrée sur le thème de l’esclavage moderne. À cette occasion, le dominicain Xavier Plassat [1], coordinateur de la Campagne nationale de la Commission pastorale de la terre (CPT) contre le travail esclave au Brésil a préparé un texte de réflexion pour « motiver l’engagement des communautés dans la prochaine Campagne de carême ». Nous publions ci-dessous l’adaptation française de ce texte qu’il nous avait envoyée fin décembre 2013.

 

Joseph, fils du patriarche Jacob, a été, selon ce que conte la Bible, la première personne à être vendue (et vendue par ses propres frères) à des marchands qui l’ont ensuite négocié pour être esclave en Égypte (cf. Genèse 37, 12 à 28). Il y avait à l’époque une intense migration vers l’Égypte, ce qui a certainement contribué à faire de ce pays un grand empire. Le roi d’Égypte imposait aux travailleurs une violente exploitation : même sans disposer du minimum de moyens nécessaires pour réaliser leurs lourdes besognes, ils étaient sans cesse sous pression (Exode 1, 9 à 14).

 

Première figure biblique de la traite d’êtres humains, Joseph, aujourd’hui peut être rencontré dans tous les recoins du monde global. Son nom est Aboubacar, Helena, Sikandar, Miriam, Juan, Pedrito, Louisette, Jerry. Son exil (son enfer) s’appelle Doha, Belo Monte, Dacca, São Paulo, São Félix do Xingu, Tel-Aviv, Vitória da Conquista, Londres ou Lampedusa.

 

(…)La traite et l’esclavage modernes diffèrent de la traite et de l’esclavage du passé, mais elles en conservent un certain nombre de caractéristiques. La traite des êtres humains d’aujourd’hui a toujours pour finalité l’exploitation des personnes, quelles qu’en soient les modalités : il y a toujours quelqu’un qui profite et quelqu’un qui est exploité, et ainsi transformé en instrument de profit ; il y a des intermédiaires pour assurer le fonctionnement du système et des complices pour garantir sa pérennité et maintenir ce crime dans l’ombre et le silence.

 

(…)Selon l’Organisation internationale du travail (OIT), il y a environ 21 millions de victimes de la traite des êtres humains dans le monde d’aujourd’hui, que ce soit dans le travail forcé ou dans l’exploitation sexuelle, aussi bien des hommes que des femmes. Une victime sur quatre a moins de 18 ans. L’ONG Walk Free, dans une estimation récente (2013), élève ce chiffre à près de 30 millions, dont 200 à 220 000 seraient au Brésil.

 

Au Brésil, où la traite a historiquement conduit près de cinq millions d’esclaves africains, la forme la plus visible du trafic humain contemporain est encore le travail esclave, présent aujourd’hui sous les modalités du travail forcé, de la servitude pour dettes, de l’imposition d’un travail épuisant et de conditions dégradantes. La plupart des victimes sont recrutées dans les poches de pauvreté du nord et nord-est du pays d’où elles migrent, partant à la recherche d’un « mieux », vers les zones d’expansion agricole ou vers les sites de construction de grands ouvrages. Entre 1995 et aujourd’hui, plus de 45 000 personnes ont été libérées d’esclavage au Brésil. La plupart d’entre elles sont des hommes, exploités dans un peu plus de deux mille établissements de tout le pays, principalement dans l’agro-business, sur les grands chantiers, et en ville, dans la construction ou dans des ateliers de confection (employant dans ce cas des immigrants latino-américains).

 

Pour l’exploitation sexuelle, l’information quantitative est plus précaire. Il y a des indices suggérant que le Brésil est un grand exportateur de personnes, principalement des femmes exploitées dans la prostitution dans les pays de destination, en particulier en Europe. C’est du Brésil que proviendraient 15% des victimes trafiquées vers l’Europe. En interne, les chiffres de l’exploitation des enfants et des adolescents tournent autour de 250 000. (…)

 

 

Mobilisation contre le trafic humain

 

La mobilisation actuelle contre l’esclavage contemporain au Brésil a commencé en fait dès les années 1970, à partir d’audacieuses initiatives de secteurs de l’Église. Parmi elles se détache la figure prophétique de Pedro Casaldáliga. Cet évêque accueillit et, pour la première fois, rendit publiques les plaintes de travailleurs maintenus en esclavage dans la forêt amazonienne qui venaient frapper à la porte de sa prélature de São Félix do Araguaia (État du Mato Grosso). Dans la foulée, l’opiniâtreté de la Commission pastorale de la terre à prendre au sérieux et à divulguer les plaintes de travailleurs fuyant l’esclavage imposé dans les grandes fermes, et son énergique intervention dans les forums nationaux et internationaux, obligèrent finalement l’État brésilien, à partir de 1995, à un changement d’attitude, passant de la négation à la reconnaissance des faits dénoncés. Divers secteurs de l’Église sont actifs aujourd’hui dans ce monde marqué par l’invisibilité et le crime : ainsi par exemple la Pastorale de la femme marginalisée (PMM), ou le Réseau « Un cri pour la vie », formé par de nombreuses communautés religieuses, ou encore la Pastorale des migrants (SPM).

 

Après sa ratification, en 2004, du Protocole de Palerme [1], le Brésil a intégré ces dernières années la lutte mondiale contre la traite des personnes, un concept qui englobe les diverses formes d’exploitation — esclavage au travail, exploitation sexuelle, prélèvement d’organes, adoption illégale (une liste non limitative) — auxquelles sont soumises les victimes et rend compte des actions et des moyens utilisés pour les soumettre à cet « esclavage moderne ».

 

L’invisibilité des pratiques de traite et la cécité de beaucoup de gens comptent parmi les causes majeures qui rendent difficile la poursuite effective de ce crime contre l’humanité. Il y a des gens au Brésil qui continuent à nier cette réalité : en témoigne, au Brésil, la lutte constante de la Confédération nationale de l’agriculture et des ruralistas contre la politique d’éradication du travail esclave. Un autre obstacle est l’approche partielle ou fragmentaire de cette réalité, ce qui empêche l’action en réseau, la coopération inter institutionnelle et l’adoption de méthodologies d’affrontement qui tiennent compte de la complexité des facteurs impliqués ainsi que de leurs aspects structuraux. Dans la lignée du samaritain de l’Évangile, l’aide d’urgence aux victimes est essentielle, mais elle ne suffit pas : la lutte contre l’esclavage moderne exige des changements radicaux aux plans personnel et collectif, politique, économique et culturel.

 

Ouvrir l’œil sur toute situation d’esclavage contemporain (quelle que soit la terminologie employée), dénoncer ce type de pratiques, en libérer les victimes : voilà une exigence absolue que toute personne dotée d’un sens minimum d’humanité se devrait d’assumer. Il ne s’agit pas seulement de briser les liens ou les chaînes visibles qui lient des personnes au travail esclave ou à l’exploitation sexuelle. Il faut extirper les racines qui nourrissent ces pratiques.

 

    « La personne humaine ne doit jamais être achetée et vendue comme une marchandise. Celui qui l’utilise et l’exploite, même indirectement, est complice de ce crime. » [2]

 

Chaque fois que l’idolâtrie du profit, de l’argent, de la propriété, impose ses « droits » sur la dignité et la liberté de la personne, quelque chose de diabolique est en jeu. « Où est ton frère ? », demande Dieu à Caïn. Première figure biblique de la traite des êtres humains, Joseph est présent dans tous les recoins du monde global.

 

Voilà une mission... évangélique : révéler au monde qu’aujourd’hui Joseph existe réellement, sous nos yeux, et créer les conditions pour qu’il puisse se mettre debout et réclamer son droit à une vie en plénitude, à une bonne vie. Cela dépend aussi de nous.

 

Assumant une suggestion de la CPT et d’autres de nos partenaires, la CNBB, Conférence nationale des évêques du Brésil, a choisi l’affrontement avec la traite des êtres humains comme thème de la prochaine Campagne de la fraternité [3] (2014). Dans notre frère trafiqué, dans notre sœur asservie, c’est notre propre filiation divine qui est niée. C’est la fraternité qui est abolie.

 

Comment pourrait-il y avoir un « joyeux Noël » sans cette audacieuse fraternité, à vivre au quotidien, là où nous sommes, par exemple avec ces migrants pour lesquels, selon les mots de Pedro Casaldáliga, du haut de ses 85 printemps, « il n’y a toujours “pas de place”, ni à Bethléem, ni à Lampedusa. » Pedro poursuit : « Noël : une plaisanterie ? Si ton Royaume n’est pas de ce monde, alors qu’est-ce que tu viens faire ici, espèce de subversif, de trouble-fête ? Dieu-avec-nous ? Tu ne peux l’être qu’ainsi, dans l’impuissance, parmi les pauvres de la Terre, comme ça, petit, dépourvu de toute gloire, sans autre pouvoir sinon l’échec, sans autre lieu sinon la mort, sachant pourtant que le Royaume est le rêve de ton Père, et aussi notre rêve. Il y a encore Noël, dans la Paix de l’Espérance, dans la vie partagée, dans la lutte solidaire. En marche vers le Royaume, vers le Royaume ! » [4]

 

E um forte abraço !    Xavier

 

Notes

[1] Protocole additionnel à la Convention des Nations unies contre le crime organisé transnational, relatif à la prévention, répression et punition du trafic de personnes, spécialement de femmes et d’enfants (2000).

 

2] Discours du pape François, le 13/12/2013, à 16 nouveaux ambassadeurs et représentants diplomatiques auprès du Saint-Siège.

 

[3] Campagne de carême, qui inspire l’action pastorale et sociale des communautés tout au long de l’année. Le slogan choisi est « C’est pour la liberté que Christ nous a libérés. » (Épître aux Galates 5, 1).

 

[4] Message de Pedro à ses amis pour Noël 2013, accompagné de l’illustration ci-dessus.

 

En cas de reproduction, mentionner au moins l’auteur, la source française (Dial - www.dial-infos.org) et l’adresse internet de l’article : http://www.alterinfos.org/spip.php?article6422

 

 

 

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8 février 2013 5 08 /02 /février /2013 14:55

Nous vous avons parlé de ce projet ICI...

 

Un rassemblement pourrait avoir lieu à Arc-et-Senans à 15h. Chacun choisit son point de départ et son parcours en fonction de ses possibilités. On peut marcher seul ou en groupe, en motivant son réseau de connaissance. Merci de prendre quelques minutes pour répondre à ces petits sondages... 

 

La participation 

 

 

L'organisation... Si oui précisez en commentaire sous cet article ou en cliquant sur "contact" dans la colonne de droite. 
 

 

 
Un autre lieu ???? Précisez en commentaire le lieu ! 
 

 

Merci ! Lulu compte sur nous tous ! 
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4 février 2013 1 04 /02 /février /2013 21:51

Beaucoup de Bisontins ont appris avec une grande tristesse  la mort de Jean Raguénès  au Brésil,  en fin de semaine dernière. Ce dominicain de 80 ans, prêtre ouvrier, était très connu à Besançon  dans les années 70 puisqu'il a été l'aiguillon  de cette lutte emblématique des LIP pour l'autogestion des travailleurs.

 

Jean-Raguenes.jpg

Vous trouverez plus de détails sur le site de France 3, d'où cette photo est extraite.

Vous y lirez aussi, dans la lettre des LIP qui a été lue au cours de son enterrement à São Paulo, qu'il avait décidé de cacher le stock de 65 000 montres un peu partout dans la région. Certains d'entre nous se souviennent que c'est dans son tas de charbon, à Foucherans, que le père Marcel  Blondeau, un ami de Gaby, avait caché une partie de ces montres. Les gendarmes venus fouiller  sa maison à la recherche de ce "trésor de guerre"  étaient repartis …bredouilles.

Jean Raguenès était aussi un grand ami de Frère Henri Burin des Roziers. Ils ont travaillé ensemble, toujours auprès des plus pauvres, à la fois en France (tous deux avec les LIP, entre autres) puis au Brésil où Henri continue sa mission dans le Parà, avec les paysans sans terre. 

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2 octobre 2012 2 02 /10 /octobre /2012 11:53
Le 1er octobre 2012
 
Communiqué du Pôle Amérique Latine – Service de la Mission Universelle
 
de la Conférence des Evêques de France : Décès du Père Pierre Dubois
 
Le père Pierre Dubois est décédé ce vendredi 28 septembre à Santiago. Prêtre du diocèse de Dijon ordonné en 1955, il part dès 1963 pour le Chili, dans lequel il deviendra un acteur reconnu durant les années de la dictature, et où il avait choisi de finir sa vie.
Son engagement aux côtés des «pobladores» dans différentes régions du Chili, en particulier à La Victoria, quartier très pauvre de Santiago, est dans toutes les mémoires. Il se distinguera pour son action non-violente ; s’interposant à maintes reprises entre les forces de police et la population.
 
Son action au cœur des affrontements entre carabiniers et manifestants le conduira à risquer bien souvent sa vie. Le 4 septembre 1984, à l’occasion d’une journée de protestation nationale, son compagnon, le père André Jarlan, tombe sous les balles des forces armées tandis qu’il priait dans sa maison. Face à la montée des tensions provoquée par le drame, il réaffirme le choix de la non-violence. Les témoins rapportent cet événement non violent par excellence : il conduit les événements de l’intention de brûler le commissariat local à l’apaisement qui prendra la forme d’un «ruisseau de lumière» dans le quartier.
 
Sa recherche de la vérité autour de l’assassinat et son rôle dans l’organisation de la solidarité à La Victoria, lui vaudront d’être arrêté, puis expulsé avec deux autres prêtres français le 12 septembre 1986 par décision gouvernementale. Peu avant, il avait reçu le Prix Oscar Romero du service Justice et Paix fondé par le prix Nobel de la Paix Adolfo Perez Esquivel.
 
Durant son «exil» dans son diocèse d’origine, il est un relais indispensable de l’information en France sur les réalités politiques et sociales chiliennes. Avec d’autres, il participe au soutien des exilés chiliens en France.
 
Pierre DuboisDès 1990, il retourne au Chili sur l’invitation du premier président élu démocratiquement depuis 1970, Patricio Aylwin. Ce retour marque une reconnaissance de la part du Peuple chilien : c’est le Parlement qui vote l’attribution à Pierre Dubois de la nationalité chilienne. Peu avant, il est promu au grade de chevalier de la Légion d’Honneur, en qualité «d’aumônier national d’un mouvement ouvrier d’action catholique, 38 ans de vie religieuse, de dévouement et de service militaire.» par le ministère français de la coopération et de la francophonie. En effet, il aura œuvré tout au long de sa vie dans l’Action Catholique Ouvrière (MOAC-JOC), promouvant la solidarité par l’organisation du mouvement ouvrier et l’évangélisation des travailleurs. On retrouve bien le socle de tout son engagement au cœur des violences des années 1980 à La Victoria. Car pour lui, «un pauvre seul est un homme mort».
 
Le secret de sa vie, il nous le livre dans cet entretien récent : « Ce que je prétends être, c’est ami du Christ, et cela ne m’intéresse pas qu’on se souvienne de moi d’une façon ou d’une autre».
 
L’Église de France est fière de compter parmi ses enfants un prêtre, Pierre Dubois, qui a livré sa vie avec le peuple chilien. Ce Peuple qui lui aura permis de donner le meilleur de lui-même. «Notre vie a un sens SI on veut la donner» aimait-il à dire.
 
Le Père Luc Lalire représentera la CEF auprès de l’Eglise du Chili.
 
+Marc STENGER
 Evêque de Troyes Responsable
du Pôle Amérique Latine et Caraïbes 
 
Luc LALIRE
Accompagnateur
du Pôle Amérique Latine et Caraïbes
SNMUE    
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7 mai 2012 1 07 /05 /mai /2012 17:13

« Les systèmes tiennent souvent plus longtemps qu'on ne le pense, mais ils finissent par s'effondrer beaucoup plus vite qu'on ne l'imagine. » En quelques mots, l'ancien chef économiste du Fonds monétaire international, Kenneth Rogoff, résume bien la situation de l'économie mondiale. Quant au gouverneur de la Banque d'Angleterre, il affirme que "la prochaine crise risque d'être plus grave que celle de 1930"...

 

La zone euro ne va pas bien, mais les Etats-Unis et la Chine, souvent présentés comme les deux moteurs de l'économie mondiale, sont en fait deux bombes à retardement : la dette totale des Etats-Unis atteint 358 % du produit intérieur brut (PIB) ; la bulle immobilière chinoise, presque trois fois plus grosse qu'elle ne l'était aux Etats-Unis avant la crise des subprimes, commence à éclater.  

Vu le contexte international, comment le PS et l'UMP peuvent-ils continuer de tout miser sur le retour de la croissance ? Il n'y a qu'une chance sur mille pour que ce rêve devienne réalité. "Ça va être effroyable, me confiait récemment un responsable socialiste. Il n'y aura aucune marge de manoeuvre. Dès le mois de juin, on va geler des dépenses. Dans quelques mois, le pays sera paralysé par des manifestations monstres et, en 2014, on va se prendre une raclée historique aux élections."

L'austérité est-elle la seule solution ? La gauche au pouvoir est-elle condamnée à décevoir ? Non. L'Histoire montre qu'il est possible de s'extraire de la "spirale de la mort" dans laquelle nos pays sont en train de s'enfermer.

 

EN 1933 

En 1933, quand Roosevelt arrive au pouvoir, les Etats-Unis comptent 14 millions de chômeurs, la production industrielle a diminué de 45 % en trois ans.

Il agit alors avec une détermination et une rapidité qui raniment la confiance : certaines lois sont présentées, discutés, votées et promulguées dans la même journée. Son objectif n'est pas du tout de "rassurer les marchés financiers", mais de les dompter.

Son but n'est pas de "donner du sens à l'austérité", mais de reconstruire la justice sociale. Les actionnaires sont furieux et s'opposent de toutes leurs forces à la loi qui sépare les banques de dépôt et les banques d'affaires, aux taxes sur les plus hauts revenus ou à la création d'un impôt fédéral sur les bénéfices.

Mais Roosevelt tient bon et fait voter quinze réformes fondamentales en trois mois. Les catastrophes annoncées par les financiers ne se sont pas produites. Mieux ! L'économie américaine a très bien vécu avec ces règles pendant un demi-siècle.

Ce qu'a fait Roosevelt en matière économique n'était sans doute pas suffisant (sans l'économie de guerre, les Etats-Unis allaient retomber en récession), mais les réformes qu'il a imposées en matière bancaire et fiscale ont parfaitement atteint leurs objectifs.

Jusqu'à l'arrivée de Ronald Reagan en 1981, l'économie américaine a fonctionné sans avoir besoin ni de dette privée ni de dette publique.

Alors que, pendant trente ans, des règles fordistes avaient assuré un partage équitable de la valeur ajoutée entre les salariés et les actionnaires, les politiques de dérégulation ont, en trente ans, fait passer la part des salaires de 67% à 57% du PIB des pays de l'Organisation de coopération et de développement économiques (OCDE), ce qui a conduit à augmenter tant la dette publique - car les impôts sur les salaires et la consommation sont la première ressource des Etats - que la dette privée, car les salariés ont dû s'endetter pour maintenir leur niveau de vie.

C'est à cause du chômage et de la précarité que la part des salaires a tellement baissé dans tous nos pays : le chômage n'est pas seulement une conséquence de la crise que nous vivons depuis cinq ans, il en est une des causes fondamentales. On ne pourra pas sortir de la crise sans s'attaquer radicalement au chômage et à la précarité.

N'en déplaise aux néolibéraux, nous ne sommes pas face à une crise de l'Etat-providence, mais bien face à une crise du capitalisme dont l'extrême gravité rend insuffisantes les réponses classiques de l'Etat-providence. La justice sociale n'est pas un luxe auquel il faudrait renoncer à cause de la crise ; reconstruire la justice sociale est le seul moyen de sortir de la crise !

 

DEUX STRATÉGIES POSSIBLES POUR LE PROCHAIN PRÉSIDENT 

Deux stratégies sont possibles pour le prochain président de la République : soit il pense que la crise est bientôt finie et qu'il suffit d'une bonne gestion des finances publiques pour passer les quelques mois difficiles qui nous séparent de l'embellie.

 

Soit il pense au contraire qu'il ne reste qu'un temps limité avant un possible effondrement du système économique, et il doit "faire du Roosevelt" : organiser un nouveau Bretton Woods dès le mois de juillet 2012, mettre fin aux privilèges incroyables des banques privées dans le financement de la dette publique, lutter frontalement contre les paradis fiscaux et agir avec force contre le chômage et la précarité en lançant dès le mois de mai des états généraux de l'emploi : trois mois de travail avec l'ensemble des partenaires concernés pour construire un nouveau contrat social, comme l'ont fait en 1982 les Néerlandais avec les accords de Wassenaar.

Quel est le rôle historique de la gauche européenne ? Gérer l'effondrement du modèle néolibéral, quitte à mourir dans les décombres, ou accoucher d'une nouvelle société avant que la crise, comme dans les années 1930, ne débouche sur la barbarie ?

Pour pousser le prochain président à l'audace, nous venons de créer le collectif Roosevelt 2012 : avec Stéphane Hessel, Edgar Morin, Susan George, Michel Rocard, René Passet, Dominique Méda, Lilian Thuram, Robert Castel, Bruno Gaccio, Roland Gori, Gaël Giraud, la Fondation Abbé-Pierre, la Fondation Danielle Mitterrand, la Ligue de l'enseignement, Génération précaire et bien d'autres, notre objectif est simple : provoquer un sursaut !

Si vous partagez cette envie, rejoignez le collectif en signant son manifeste et les quinze propositions de réformes sur www.roosevelt2012.fr.

 

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  • : Les amis de Gabriel MAIRE
  • Les amis de Gabriel MAIRE
  • : L'association "Les amis de Gabriel MAIRE" a été créée après l'assassinat de Gaby au Brésil le 23 décembre 1989. . A associação "les Amis de Gabriel Maire" foi criada depois da morte do Padre Gabriel em Brasil o 23 de dezembro de 1989.
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